EURIBOR nos Máximos de 2 Anos: Impacto no Crédito Habitação (2026)

A EURIBOR subiu para os valores mais altos desde 2024, encarecendo o crédito habitação em até 80€/mês. Veja o que muda e simule grátis antes de outubro.

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Paula Simões . Decisões e Soluções Colinas do Cruzeiro . Real Estate Agent

9/24/20263 min read

Aumento da euribor
Aumento da euribor

A EURIBOR subiu para os valores mais altos desde 2024, e isso está a encarecer o crédito habitação em Portugal, tanto para quem já tem casa como para quem está a comprar agora.

A causa é direta: o Banco Central Europeu voltou a mexer nas taxas, e esse movimento arrasta consigo os indexantes que os bancos portugueses usam para calcular a prestação.

Se está a pensar comprar casa nos próximos meses, isto interessa-lhe diretamente, mesmo que o seu crédito ainda nem exista.

Porque é que isto acontece agora

As prestações de crédito à habitação com taxa variável são revistas com base na média da EURIBOR do mês (ou dos seis meses) anterior. Isto significa que o movimento de setembro já está a refletir-se nas propostas que os bancos apresentam neste momento a quem já tem crédito, mas também a quem está a simular um crédito novo.

Nos contratos com revisão prevista para outubro, os analistas estimam agravamentos médios a rondar os 80 euros por mês. É o mesmo efeito que torna o crédito mais caro para quem está a comprar agora: os bancos ajustam as propostas ao novo custo do dinheiro.

A taxa mista já é a escolha da maioria

Há um dado do Banco de Portugal que confirma uma mudança de fundo no mercado: em julho, 86% dos novos contratos de crédito habitação foram feitos em taxa mista, um recorde. A taxa variável, que durante anos foi a opção mais comum, perdeu a maioria absoluta.

Faz sentido, pois a taxa mista protege o crédito de subidas inesperadas durante um período inicial fixo, algo particularmente valioso num momento em que o mercado já antecipa uma possível subida adicional do BCE em outubro, o que aproximaria a taxa de depósitos dos 3% ainda este ano.

O que isto significa na prática

Imagine um crédito de 150.000 € a 30 anos. Uma décima a mais no indexante ou no spread pode significar dezenas de euros a mais por mês durante todo o contrato e milhares de euros no total. É por isso que comparar propostas de vários bancos antes de fechar condições faz uma diferença real, não cosmética.

A boa notícia é que os bancos estão a competir ativamente por novos créditos, muitas vezes com propostas mais agressivas do que aquelas que se veem à primeira vista. Explorar o mercado não custa nada e simular é sempre o primeiro passo.

"A EURIBOR nos máximos desde 2024 encarece o crédito para todos, incluindo quem está agora a comprar casa. O meu conselho é simples: simule com os seus dados antes de outubro e compare as propostas, para não deixar dinheiro em cima da mesa."
— Paula Simões

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Perguntas frequentes

A EURIBOR vai continuar a subir em 2026?
O mercado já antecipa uma possível subida adicional do BCE em outubro, o que aproximaria a taxa de depósitos dos 3% ainda este ano. Nada está garantido, mas a tendência atual é de subida.

Devo escolher taxa fixa, variável ou mista?
Em julho de 2026, 86% dos novos créditos foram feitos em taxa mista, segundo o Banco de Portugal, precisamente por proteger de subidas inesperadas durante um período inicial fixo. A escolha ideal depende do seu perfil de risco e prazo — vale a pena simular as três opções antes de decidir.

Quanto pode subir a minha prestação com a subida da EURIBOR?
Para contratos com revisão em outubro, os analistas estimam um agravamento médio de cerca de 80€/mês em créditos com taxa variável. O valor exato depende do montante, prazo e spread do seu contrato.

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Nota importante

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui aconselhamento financeiro, fiscal ou jurídico personalizado.

Os valores, limites, condições de elegibilidade e prazos podem ser alterados por legislação posterior.

Antes de avançar com uma compra ou contrato de crédito, confirme sempre as condições aplicáveis à sua situação concreta junto das entidades competentes e da instituição de crédito.

Fontes de referência: Banco de Portugal, Portal das Finanças, Governo de Portugal e Diário da República.

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